domingo, 25 de junho de 2017

(Cont...) Tempo de decisões, partilha e “mudança para sempre igual”…


…Continuando…

1990 Foi um ano de extremos: aconteceram coisas muito más, mas, em contrapartida, tomei boas decisões.

A decisão de partilhar conjugalmente a vida com a minha namorada foi a minha bóia de salvação.

Sou daquelas pessoas que, quando toma uma decisão, seja boa ou má, segue-a e assume todas as responsabilidades a ela inerentes. Como ia a dizer no “post” anterior, tomei uma decisão e cumpre-me respeitá-la, sejam quais forem as circunstâncias e as consequências. A decisão que eu tomei foi esta: jamais a abandonar a minha “consorte” e ser-lhe sempre fiel. Decisão tomada, ponto final!

Assim foi e sempre assim será, no que à minha pessoa diz respeito. Peço a Deus que me ajude e dê saúde mental para manter a minha decisão.

No mês de Agosto desse ano de 1990, eu e a minha namorada unimos perante a lei, a sociedade, a comunidade e Deus, as nossas vidas. Casamos religiosamente na igreja paroquial da terra dela.

A partir dessa data, a minha vida funde-se com a da minha consorte, nos bons e maus momentos, nas grandes decisões e tendências, tal como nos mais insignificantes pormenores. 

Há, contudo, um detalhe que sempre mantive na mais privada reserva, não fui capaz de partilhar, nunca tive coragem de discutir com a minha consorte, não imagino como poderia fazê-lo, não me atrevo a imaginar a reacção dela e tenho medo de pensar nisso – é que, apesar de toda a cumplicidade, da plena partilha e união que nos preenche como casal, eu nunca consegui esquecer a Isabel. E, sempre que algo corre mal entre nós, sempre que eu me sinto ferido, magoado, injustiçado ou incompreendido, é na Isabel que busco refugio. Invocando-a “virtualmente”, falo com ela, confesso-lhe as minhas mágoas, partilho com ela aquilo que nunca seria capaz de fazer com criatura alguma.

É uma loucura e uma estupidez, eu sei, mas eu não consigo afastar isto da minha vida.

Retomando o fio da minha história de vida.

Por uma questão de reserva e respeito para com aminha consorte, não vou contar como foi a minha lua-de-mel, embora me apetecesse, porque, infelizmente, até aí fui (fomos) pouco bafejado pela sorte.   

Adiante…
Dois anos depois, em meados de 1992, nasceu o júnior mais velho.
Algumas coisas mudaram para nunca mais serem iguais. Porém, aqueles aspectos que eu mais queria que mudassem, desafortunadamente, mantiveram-se inalterados.

Ou seja, no fundo tudo mudou para um estádio em que ficou igual àquilo que já era antes.

Até ao advento do ano 2000 foram os melhores anos da minha vida. Vivíamos num Portugal mais livre do que hoje, mais justo, mais fraterno, mais amigo, menos hipócrita, com pessoas menos egoístas, muito menos velhacas, menos fechadas e, também, um ordenamento político, social e jurídico-legal infinitamente menos execrável do que aquele que hoje nos oprime e escraviza. Foi tempo de passear, viajar, conhecer e “gozar a vida”.


A partir de finais de 1999, mas sobretudo após o ano 2000, existiram três factos importantes que gostaria de aqui relatar. Falar sobre isso poderá fazer bem ao meu ego. Permitirá, assim o espero, exorcizar algum mal que ficou no peito. Não sei se serei capaz de falar sobre isso, mas vou tentar.  
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Este pobre e estúpido blog chegou ao fim!
Mesmo assim, fico-lhe muito grato pela atenção.
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