segunda-feira, 26 de junho de 2017

Incidente importante - I…

 (Estas postagens encontram-se também publicadas em outro blogue que iniciei)

... Continuando...
[Primeiro assunto que aqui gostava de relatar.] 

 A partir de finais dos anos 90, eu era já um grande amigo do irmão mais novo da Isabel. António era o eu nome - Tone, para o amigos. 
Dos quatro irmãos que a Isabel tinha, ele era o mais novo, embora mais velho do que a princesa. Também ele havia estado emigrado na Suíça. Na sequência de um acidente que tivera lá, na Confederação Helvética, decidiu regressar definitivamente à sua terra natal. Fez muito bem. Foi uma sábia decisão.
Construiu uma vivenda perto da casa da sua mãe e aí passou a viver.

Passamos a privar bastante em razão de possuirmos alguns hobbies e interesses comuns, nomeadamente a electrónica. Tornou-se habitual e comum ele frequentar a minha casa ou eu ir até à casa dele. A elevada estima e amizade mútua foi sempre, sem dúvida, muito mais engrandecida da minha parte, em razão de ele ser irmão da mulher mais importante do mundo.

Como é comum entre os amigos, tudo podia ser tema de conversa.

Certo dia, numa conversa corriqueira, o assunto resvalou para uma questão que eu nunca tinha abordado com ele – o tema da sua irmã veio ao de cima. 
A Isabel era a única irmã, os restantes quatro eram barões. Infelizmente, já só eram três, pois um dos irmãos, de nome Joaquim (José Joaquim) havia falecido pouco antes da data deste episódio que aqui estou a narrar. Aliás, foi por aí que iniciámos a nossa conversa. O Joaquim faleceu na Suíça, inesperadamente (vitimado por um problema cardíaco), em Novembro de 1998, com apenas quarenta anos de idade.

Como estávamos a falar da família dele e da Suíça, foi o Tone que chamou à colação o assunto da irmã, questionando: «Escuta, tu ainda chegaste a namorar com minha irmã… não foi?»

Eu, apanhado de surpresa, confessei-lhe a mais cristalina verdade: «Infelizmente não chegamos, propriamente, a namorar… isso era o que, nesse tempo, eu mais queria…»

Ele, perspicaz e directo como sempre, atalhou: «Bem, se não foram “propriamente namorados”, tu andaste “atrás dela” e gostavas dela…»

Fiquei um pouco atrapalho e com a voz a enovelar-se no peito. Mas, com uma réstia de coragem, consegui dizer-lhe: «Sim, gostava e… nem tu imaginas quanto!...»

Aquilo que ele me disse de seguida mexeu comigo de uma forma tão profunda, violenta e duradoura, que foi um dos motivos que me levou a escrever esta história de vida.

As palavras dele foram estas: «Conhecendo-te bem como eu te conheço, digo-te que tu não imaginas como poderias ter sido importante para ela… como a vida dela poderia ter sido diferente… e bem mas fácil!…»

Fiquei sem palavras. Os olhos turvaram-se e não tive coragem, nessa hora, de lhe pedir que explicasse o sentido das suas palavras.

Ele percebeu o meu estado alma e mudou de conversa, dizendo apenas: «Deixemos isso!».
Eu nunca mais esqueci este verdadeiro “incidente”, quer por não ter percebido o sentido e abrangência das suas palavras, quer pela forma e contexto em que se inseriu a nossa prosa.

Fui protelando, sucessivamente, uma conversa sobe o assunto, fosse por falta de oportunidade, fosse por falta de coragem minha. Desafortunadamente, demorei demais.

Mas, os incidentes de “emoções fortes” não tinham terminado…
…/…

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