terça-feira, 15 de agosto de 2017

...


Vengo, con las manos sin llenar,
Vengo, porque tú no has vuelto más,
Vengo como un niño que se pierde,
Vengo por volver de nuevo a verte.

Perdóname, por tanto amor,
Por no vivir sin tu calor.
Perdóname, por no saber
Dejar morir mi corazón.

Vengo, como un ciego hacia la luz,
Siento en tus ojos mi quietud,
Siento que mi vida está en tus manos,
Vengo, porque no puedo olvidarlo.

Perdóname, por tanto amor,
Por no vivir sin tu calor,
Perdóname, por serte fiel,
Perdóname si aun te quiero yo.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Fim desta aventura (ou desventura)... da minha história de vida!

Esta narrativa da minha história de vida terminará aqui.

Hoje é o dia 10 de Agosto de 2017. O dia 10 de Agosto é uma data que já aqui referi várias vezes. Nesta data, mas em 1981, eu obtive a única fotografia que tenho da “diva Isabel”.

Muitos anos passaram, muitas coisas mudaram. A vida levou-nos por caminhos e atalhos distintos. 

Mentia se aqui dissesse que já esqueci essa “diva” (ainda hoje passei, propositadamente, à casa dela). Contudo, os anos ensinaram-me a aceitar os caprichos do destino sem ver neles a fatalidade. Muitas coisas acontecem por alguma razão que não controlamos. Porém, acredito hoje, nem sempre aquilo que nós mais desejamos seria o melhor para nós e para o curso tranquilo da nossa vida.

Finalizo aqui esta história de vida. Talvez continue algures noutro local.

Ficaram muitas coisas por dizer. Algumas foram suprimidas propositadamente, outras não foram relatadas porque a cronologia da minha narrativa ainda não tinha chegado a esse tempo – por exemplo, o facto de ter encontrado finalmente (em circunstâncias que custará aceitar) o facebook da “princesa Isabel”. Sim, hoje sei como ela é e vou sabendo algo sobre a sua vida (de forma artificiosa, pois não sou seu “amigo no facebook”). Gostaria de contar o erro grosseiro (a estupidez) que, mais uma vez, perpetrei, mas esgotou-se o tempo.

Talvez continue algures noutro local, não sei. Esta narrativa tinha três propósitos:

1 – Ajudar-me a resolver, de forma definitiva, um conflito que me acompanhava e que me atormentava há muitos anos (o resultado foi subtilmente imperceptível);

2 – Deixar esta narrativa para memória futura, na esperança de que a “diva Isabel” alguma vez a lesse (passou de pouco provável a impossível);

3 – Servir de exemplo daquilo que nunca se deve fazer. A minha vida foi (é) um acumular de erros grosseiros que ninguém deve cometer (não creio que tenha alguma utilidade).

Balanço geral: mais uma vez, como sempre, posso dizer que falhei.

Se alguém, por mero acaso, ler esta última “postagem”, quero pedir-lhe desculpa por lhe ter feito perder tempo com esta inutilidade. Aproveito, também, para lhe dizer que não perdeu nada em nunca ter lido um só dos “post” que aqui coloquei. Posso asseverar-lhe que deste lado está uma das pessoas mais pacíficas e respeitadoras do mundo. Contudo, é, muito provavelmente, a criatura mais humilde, inútil, palerma e patética que o leitor alguma vez conheceu.  

Em Fevereiro deste ano (de 2017) decidi narrar aqui uma parte da minha história de vida – a minha estranha afeição (direi melhor, veneração) a uma mulher (de nome Isabel Gonçalves) que, sem nada ter feito e sem sequer saber, moldou toda a minha vida, e cujo destino fez com que estivesse desde 1982 sem a voltar a ver. Quero apenas reafirmar que todos os factos aqui relatados correspondem à mais pura e cristalina verdade (omitindo alguns pormenores para não identificar pessoas e lugares).

A minha mais sincera e sentida gratidão às poucas pessoas que leram o meu blogue. Que Deus lhes dê tudo de bom, que a sua vida seja um jardim de onde irradia a mais luminosa e colorida felicidade, tenham uma saúde imaculada e realizem todos os sonhos.

 O meu bem-haja e… até sempre! 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Nem sempre é fácil...

As coisas nem sempre são o que parecem, nem sequer como nós as pintamos.

É impossível retirar da nossa vida uma pessoa em quem se está constantemente a pensar.

Na sequência da minha história de vida, eis-me chegado a um ponto em que eu procurava, avidamente, a “eterna princesa Isabel”. Não a procurava fisicamente, mas sim virtualmente. Pesquisava, revolvia, esquadrinha toda a Internet, usando todos os “motores de busca”.

Gostava de vê-la agora e tentar perceber por que razão eu nunca consegui aproximar-me dela. Queria poder ver nela uma pessoa do meu mundo, uma mulher igual às demais (com qualidades e imperfeições, porque eu sempre a vi apenas com excepcionais virtudes, perfeita e inigualável). Pretendia, também, comparar-me com o seu marido – no fundo seria fazer este exercício: como é que eu teria de ser para merecer a Isabel.

Porém, tudo isto assentava numa proposição inabalável: nada fará mudar o nosso normal curso de vida.  

Submergido em tal “congeminência”, apesar da tranquilidade e serenidade de ânimo, é natural que essa extraordinária figura se reeditasse nos meus sonhos, com muita frequência, com uma intensidade e em situações de um realismo assustador.

Em boa verdade, não seria um sonho que me atrapalhava. Era a sua repetição, numa sucessiva iteração de situações, em noites contíguas ou pouco distantes, criando uma sequência lógica.

Não sei interpretar os sonhos, nem tenho interesse nesse assunto. Contudo, fico com a sensação de que tais sonhos foram mitigando e substituindo, de forma inconsciente, a penosa dureza da realidade. Se estamos condenados a palmilhar, penosamente, um caminho áspero, severo e pedregoso chamado destino, tal facto não impede que a nossa mente projecte uma utopia quimérica, um ideal fantástico de vida num mundo tão inatingível como deleitoso e ambicionado.  

Em algumas ocasiões, felizmente raras vezes, os meus sonhos tornavam-se aterradores pesadelos. Sempre que neles via desenhar-se alguma situação que resultasse em sofrimento para a Isabel, era eu quem caía num tormentoso e atroz estado de angústia e desespero.

Nessas noites mal dormidas, cheguei a ter muita dificuldade em separar o sonho (involuntário) da minha imaginação voluntária.

Percebi, então, que a minha capacidade de resiliência era finita e mais débil do que eu imaginava. 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Outro paradigma de vida, e uma procura diferente…

…Continuando…


Dizia no “Post” anterior que “recomecei a viver”. Assim foi, efectivamente. Passei a respirar vitalidade, a sorrir mais e lastimar-me muito menos, a ver um lado positivo em quase tudo, a usar uma máxima muito simples: “se hoje não consegui, não há problema, tento amanhã”.  
Muitas coisas mudaram na minha vida e de forma mais ou menos rápida.
Muitos dos conceitos em que baseava a minha filosofia de vida, os meus valores, a forma como me relacionava com a comunidade, com o mundo, com as pessoas e com a família, tal os meus objectivos, os meus projectos… tudo sofreu uma transformação que, no limite, resultou numa inversão para sentido diametralmente oposto àquele que até então defendia.
Paralelamente, iniciou-se um tempo de procura metódica e constante, sobretudo no ciberespaço, de notícias da minha celestial e eterna diva Isabel. Procurava, sobretudo, saber como ela era actualmente.
Agora, contudo, essa busca emergia com uma visão positiva e motivadora.
Colocava, então, duas questões:
 - Será que, no caso de encontrar uma foto sua na Internet, eu serei capaz de a reconhecer?
- O que farei depois de ver a sua foto ou de a ver pessoalmente?
Esta segunda questão baseava-se no pressuposto de que o meu grande objectivo era vê-la antes de morrer. Portanto, depois de a ver estaria cumprido tal desígnio. Seria caso de parafrasear Camões. “E se do mundo mais não desejais, Vosso trabalho longo aqui fenece…” Já não era esse o meu caso. Eu queria fruir da vida com toda a intensidade, ao máximo, sem limites, a cores e em todas as dimensões. Felizmente, eu tinha uma família formidável a quem devia doar mais dedicação, valorizar mais e disfrutar mais da sua coesão.        
Mesmo assim, a Isabel continuava a estar entre os componentes essenciais da minha rotina diária, numa versão diferente, mas sempre presente. O seu nome passou a figurar no histórico de todos os “motores de busca”, em todos os computadores a que tive acesso. Blogues, sites, imagens, vídeo… tudo foi, sistemática e lentamente, pesquisado, examinado e esquadrinhado a pente fino.
Eu aspirava vê-la, mas não queria que isso interferisse com a minha vida (nem com a dela). Mantinha-se uma antiga decisão que era, e sempre foi, definitiva: estava absoluta, irreversível e irredutivelmente afastada qualquer remota hipótese de interferir na sua vida, fossem quais fossem as consequências para a minha pessoa.
Embora, sempre que se proporcionava, eu continuasse a comprazer-me com passagens pela sua rua, mais concretamente pela sua casa, usando os motivos mais insignificantes e banais, a situação agora era muito diferente.
Eu tinha um outro motivo…