quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Outro paradigma de vida, e uma procura diferente…

…Continuando…


Dizia no “Post” anterior que “recomecei a viver”. Assim foi, efectivamente. Passei a respirar vitalidade, a sorrir mais e lastimar-me muito menos, a ver um lado positivo em quase tudo, a usar uma máxima muito simples: “se hoje não consegui, não há problema, tento amanhã”.  
Muitas coisas mudaram na minha vida e de forma mais ou menos rápida.
Muitos dos conceitos em que baseava a minha filosofia de vida, os meus valores, a forma como me relacionava com a comunidade, com o mundo, com as pessoas e com a família, tal os meus objectivos, os meus projectos… tudo sofreu uma transformação que, no limite, resultou numa inversão para sentido diametralmente oposto àquele que até então defendia.
Paralelamente, iniciou-se um tempo de procura metódica e constante, sobretudo no ciberespaço, de notícias da minha celestial e eterna diva Isabel. Procurava, sobretudo, saber como ela era actualmente.
Agora, contudo, essa busca emergia com uma visão positiva e motivadora.
Colocava, então, duas questões:
 - Será que, no caso de encontrar uma foto sua na Internet, eu serei capaz de a reconhecer?
- O que farei depois de ver a sua foto ou de a ver pessoalmente?
Esta segunda questão baseava-se no pressuposto de que o meu grande objectivo era vê-la antes de morrer. Portanto, depois de a ver estaria cumprido tal desígnio. Seria caso de parafrasear Camões. “E se do mundo mais não desejais, Vosso trabalho longo aqui fenece…” Já não era esse o meu caso. Eu queria fruir da vida com toda a intensidade, ao máximo, sem limites, a cores e em todas as dimensões. Felizmente, eu tinha uma família formidável a quem devia doar mais dedicação, valorizar mais e disfrutar mais da sua coesão.        
Mesmo assim, a Isabel continuava a estar entre os componentes essenciais da minha rotina diária, numa versão diferente, mas sempre presente. O seu nome passou a figurar no histórico de todos os “motores de busca”, em todos os computadores a que tive acesso. Blogues, sites, imagens, vídeo… tudo foi, sistemática e lentamente, pesquisado, examinado e esquadrinhado a pente fino.
Eu aspirava vê-la, mas não queria que isso interferisse com a minha vida (nem com a dela). Mantinha-se uma antiga decisão que era, e sempre foi, definitiva: estava absoluta, irreversível e irredutivelmente afastada qualquer remota hipótese de interferir na sua vida, fossem quais fossem as consequências para a minha pessoa.
Embora, sempre que se proporcionava, eu continuasse a comprazer-me com passagens pela sua rua, mais concretamente pela sua casa, usando os motivos mais insignificantes e banais, a situação agora era muito diferente.
Eu tinha um outro motivo…   

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